Os Arcanjos do Céu: aqueles que sustentam a ordem
Fique um pouco… e escute.
Passei boa parte da minha vida estudando os Horadrim…
buscando respostas onde poucos ousaram olhar.
E se há algo que aprendi…
é que os Céus não são tão simples quanto parecem.
A luz… pode enganar.
Os Céus não conhecem piedade
Muitos acreditam que os Arcanjos são guias.
Protetores.
Salvadores.
Eu também já acreditei nisso… uma vez.
Mas o tempo… e a verdade…
têm o hábito de mudar tudo.
Os Arcanjos não existem para proteger.
Eles existem para manter a ordem.
E a ordem… raramente se importa com aqueles que são esmagados por ela.
Há cinco entre eles…
cujos nomes ecoam através dos Céus e de Santuário.
Os Arcanjos.
Os Cinco Arcanjos
Imperius — o Aspecto do Valor

Imperius… o primeiro a erguer a lança.
O último a abaixá-la.
Ele não conhece hesitação.
Nem dúvida.
Nem compaixão no campo de batalha.
Para ele, o valor não é virtude…
é dever.
E tudo aquilo que não resiste…
não merece permanecer.
Tyrael — o Aspecto da Justiça

Tyrael… diferente dos outros.
Sempre foi.
Enquanto os Céus julgavam de cima…
ele olhava para baixo.
Para nós.
Para nossas falhas… e nossas escolhas.
Sua justiça não é cega.
E talvez… seja exatamente por isso…
que ele tenha pagado o preço que pagou.
Auriel — o Aspecto da Esperança

Auriel não luta como Imperius.
Não julga como Tyrael.
Ela permanece.
Silenciosa.
Inabalável.
Já vi homens sobreviverem ao impossível…
sustentados por algo que não sabiam explicar.
Talvez…
fosse ela.
Itherael — o Aspecto do Destino

Itherael…
aquele que vê além do presente.
Já estive diante de registros antigos…
histórias que pareciam… inevitáveis.
Caminhos que não podiam ser evitados.
Ele não decide.
Ele observa aquilo que já foi decidido.
E isso… pode ser mais assustador do que qualquer demônio.
Malthael — o Aspecto da Sabedoria

Malthael…
sempre foi o mais distante.
Enquanto os outros agiam…
ele observava.
Pensava.
Buscava respostas onde ninguém mais ousava procurar.
Mas há conhecimentos…
que cobram um preço alto demais.
E quando a sabedoria se perde…
o que resta… não é luz.
É silêncio.
Os Céus não são o oposto do Inferno
Se há algo que aprendi…
após tantos anos…
é que os Céus e o Inferno não são tão diferentes quanto gostaríamos.
Ambos possuem ordem.
Ambos possuem propósito.
E ambos… podem destruir aqueles que ficam no caminho.
Os Arcanjos não são salvadores.
Nunca foram.
São forças.
Ideias elevadas além da compreensão mortal.
E quando essas ideias entram em conflito…
não são os Céus que caem.
Somos nós.